Geoengenharia, por Gustavo Gollo
- Gustavo Gollo
- Aug 16, 2021
- 3 min read
Updated: Sep 2, 2021
A ideia de lançar poeira aos céus em nome de uma engenharia climática parece completamente fora de propósito, coisa advinda de mentes conspiracionistas.
Recentemente, no entanto, fomos surpreendidos com a esdrúxula revelação de que “o bilionário e fundador da Microsoft, Bill Gates, está apoiando financeiramente o desenvolvimento da tecnologia de uma espécie de “dimmer solar” que poderia potencialmente refletir a luz da atmosfera da Terra, o que desencadearia um efeito de resfriamento global”. O empreendimento estapafúrdio chama-se “Experimento de Perturbação Controlada Estratosférica” (SCoPEx, na sigla em inglês).
Chega a ser comovente a bondade demonstrada por tal criatura!
Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática sugeriu que o procedimento SCoPEx poderia reduzir as temperaturas globais em 1,5 ° C por não mais que US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões por ano.
Atente; embora completamente absurda, a coisa é séria, e os bilhões de dólares estimados na empreitada, por certo, estão atiçando a gula de muitas mentes: cobrarão a conta pela lambança!

Além disso, em princípio, o controle da temperatura celeste em pontos estratégicos pode desviar o curso das nuvens pelo céu, alterando locais e intensidade das precipitações pluviais.
As experiências de geoengenharia solar ao ar livre, no entanto, vêm sendo executadas sem alarde há mais de uma década, mas sob enorme preocupação relativa às relações públicas.
Os maquinadores do empreendimento sabem ser imperioso disfarçar toda a vilania atribuível à façanha, enfatizando-lhe um caráter benevolente e altruísta. Sabem, também, que incertezas em torno das atividades de Modificação da Radiação Solar (SRM) restringem sua implantação potencial. Mesmo no caso incerto de que os efeitos colaterais mais adversos do SRM possam ser evitados, a resistência pública, as preocupações éticas e os impactos potenciais sobre o desenvolvimento sustentável podem tornar a SRM economicamente, social e institucionalmente indesejável.
O termo SRM é usado para se referir a todos os métodos que alteram diretamente os fluxos radiativos sem modificar os gases de efeito estufa de longa duração, especificamente incluindo conceitos para modificar nuvens cirrus com o objetivo de aumentar a radiação de onda longa de saída, incluindo experimentos de liberação controlada na atmosfera, estudos passivos de nuvens cirros e observações de erupções vulcânicas, rastros de aeronaves ou outros análogos.
Vemos abaixo uma tabela comparativa mostrando estimativas de custos dos possíveis meios utilizados para a SRM. O estudo sugere que os custos das operações de Modificação da Radiação Solar (SRM) realizadas com aviões seriam comparáveis ao das operações anuais de uma pequena companhia aérea.
Os links citados acima compartilham enorme preocupação com a percepção pública da SRM, deixando claro que tudo tenha que ser feito na encolha.
O propósito de corrigir o problema ambiental lançando poeira na estratosfera está fadado ao fracasso desde sua concepção, por adicionar um problema novo a outro já existente. Barrar a chegada da energia solar com poeira eternizará tanto a geração de problemas quanto os lucros decorrentes de "soluções" problemáticas.
Note que atitudes muito mais simples e de enorme valor moral, como a criminalização do obsoletismo planejado, atacariam a causa do problema, reduzindo drasticamente a emissão de gases causadores de efeito estufa, sem gerar danos colaterais ao ambiente, mas não geraria lucros.
Além de tudo isso, a água, é o bem mais valioso disponível no planeta; vale muito mais que petróleo ou ouro, constatação que se tornará óbvia assim que ela se torne realmente escassa, em poucas décadas. A distribuição das chuvas em todo o mundo é extremamente desigual, nenhum outro país recebe tanta chuva quanto o Brasil. Parece haver quem esteja de olho em tamanha riqueza.
Geoengenharia nas Nações Unidas. "Chemtrail" é connspiratória, mas "geoengenharia" pode: https://www.scientificamerican.com/article/solar-geoengineering-should-be-regulated-u-n-report-says/
Chemtrails já foi considerada uma das mais absurdas teorias de conspiração. Desde que Bill Gates confessou ter andado a fazer a lambança pelo munddo, a coisa foi aceita e banalizada, sem que qualquer pedido de desculpas, ou errata, tenha sido pronunciado pelos que denunciavam a suposta conspiração.
O link a seguir apresenta uma aula de ingês da BBC sobre geoengenharia, no qual o crime é apresentado sob crítica macia e benevolente com o intuito de naturalizá-lo e amenizá-lo.
https://www.bbc.co.uk/learningenglish/english/features/6-minute-english_2022/ep-221110
Novo emporcalhamento do céu de Copacabana, em 09/03/2022.
Bill Gates & cia, voltaram a emporcalhar os céus de Copacabana. Chemtrails foram vistas no domingo (23/01/2022), e na segunda (24/01/2022). Estão emporcalhando o céu deliberadamente, isso tem que ser denunciado e criminalizado.