O paradoxo da guerra na invasão da Ucrânia
- Gustavo Gollo
- Feb 28, 2022
- 2 min read

"As guerras mentem. Nenhuma guerra tem a honestidade de confessar: eu mato para roubar. Todas invocam nobres motivos, matam em nome da paz, de Deus, da civilização, do progresso, da democracia... ... se tudo isso não bastar, lá estão os meios de comunicação para justificar a transformação do mundo em um imenso hospício em um imenso matadouro."
As palavras de Eduardo Galeano reemergem atualíssimas em meio à guerra na Ucrânia, invadida pelos russos.
O paradoxo dessa guerra decorre de suas causas.
Com a invasão, os russos pretendem impedir que a OTAN instale bases militares e foguetes na Ucrânia, fechando o cerco a Rússia e China, como se vê na figura. As estrelas indicam bases militares.
A OTAN foi criada após a segunda guerra com o propósito de combater a União Soviética. O desmembramento da federação soviética deixou a organização anacrônica e deveria tê-la extinto. Mas o comércio de armas é extremamente lucrativo e movimenta dinheiro demais para ser, simplesmente, deixado de lado, por falta de motivos. Se não houver motivos para a guerra, inventam-se.
Em vista disso, a OTAN denuncia uma política expansionista dos russos e uma agressão à Ucrânia, enquanto os russos alegam uma estratégia de defesa frente a ameaça de instalação de bases e foguetes em suas fronteiras.
Após recepção inicial passiva frente a invasão, os membros da OTAN agora ameaçam eternizar a guerra, financiando-a.
Além do suplício imposto a ucranianos e russos, todo o mundo globalizado pagará pelo contrassenso que gerará aumento no custo de combustíveis, transportes, alimentos e tudo o mais.
Em nome do pacifismo
O término da OTAN, essa organização anacrônica fomentadora de matanças, impediria não apenas essa guerra, mas uma série de outras que, sabemos, continuarão insufladas por tais abutres.
Pela extinção da OTAN.
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